Análises · Amapá
No Amapá, capital e interior usam o PIX quase igual
Levantamento com dados do Banco Central mostra 586 mil amapaenses usando o PIX em agosto, 80% da população. A distância entre Macapá e o estado é de 3,3 pontos — a menor do Brasil.
Por Alan Serra. Dados de agosto de 2026.
Em agosto de 2026, 586.710 amapaenses fizeram ao menos um PIX — 80% dos 734 mil moradores do estado. É o terceiro maior índice do país, atrás apenas do Distrito Federal e de Roraima, onde a conta é distorcida por um município de fronteira.
O que distingue o Amapá é a uniformidade. Macapá tem 83,3% da população usando o PIX e o estado inteiro tem 80%: 3,3 pontos de diferença, a menor do Brasil. Para comparação, na Bahia essa distância é de 19,3 pontos. E a segunda cidade do estado, Santana, tem 83% — praticamente empatada com a capital.
Adoção do PIX por município
Escolha o estado e o município. Arraste a barra abaixo do gráfico para mudar o período.
- Fizeram ao menos um PIX
- –
- Receberam ao menos um PIX
- –
- População (Censo 2022)
- –
Ver os números em tabela
| Mês | Fizeram PIX | % da população | Receberam PIX | % da população |
|---|
Fonte: Banco Central do Brasil (dados abertos do PIX) e IBGE (Censo 2022). Elaboração: DATA OPEN BANK.
O levantamento foi feito pelo DATA OPEN BANK a partir dos dados abertos do Banco Central e do IBGE. O Amapá tem apenas 16 municípios, e todos podem ser abertos no relatório acima.
O estado onde a capital quase não faz diferença
Em quase todos os estados brasileiros, a capital puxa a média para cima e o interior puxa para baixo. No Amapá isso praticamente não acontece.
Quatro municípios passam de 80%: Macapá (83,3%), Santana (83%), Laranjal do Jari (81,3%) e Vitória do Jari (80,2%). Outros cinco ficam entre 72% e 74%. Mesmo o último colocado, Pedra Branca do Amapari, tem 53,9% — um índice que, em Minas Gerais ou em São Paulo, estaria longe do fundo da lista.
Entre o maior e o menor índice do estado há 29,4 pontos, a terceira menor amplitude do país, atrás de Rondônia e do Rio de Janeiro.
Oiapoque, mais uma fronteira sem distorção
Oiapoque, na divisa com a Guiana Francesa, tem 73,7% da população usando o PIX. Um número alto e perfeitamente normal.
Vale o registro porque Pacaraima, em Roraima, tem nove vezes mais cadastros do que moradores. O contraste reforça que aquele caso é específico, e não uma característica das cidades de fronteira — o mesmo que já se via em Ponta Porã e Bela Vista, no Mato Grosso do Sul.
Macapá, mês a mês
A capital tinha 26.727 pessoas usando o PIX em novembro de 2020. Em dezembro eram 78.319, e em junho de 2021 já passavam de 181 mil.
Seguiu subindo de forma constante: 281.259 no fim de 2022, 316.342 em 2023, 341.114 em 2024, 355.682 em 2025 e 368.862 agora.
Onde o índice é menor
Os menores índices do estado são Pedra Branca do Amapari (53,9%), Itaubal (58%), Mazagão (62,1%), Tartarugalzinho (64,8%) e Calçoene (64,9%).
São os únicos cinco municípios amapaenses abaixo de 65%. Nos outros onze, o PIX alcança dois terços da população ou mais.
Quem ainda está de fora
Os percentuais usam a população inteira, inclusive crianças, que entram como moradores e não como usuários. Entre os adultos amapaenses, o PIX está perto da universalização em boa parte do estado.