Análises · Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul é o 7º estado no PIX. Campo Grande é a 25ª capital

Levantamento com dados do Banco Central mostra quase 2 milhões de sul-mato-grossenses usando o PIX em agosto. O estado está acima da média do país; a capital, atrás de quase todas as outras.

Por Alan Serra. Dados de agosto de 2026.

Em agosto de 2026, 1.996.179 sul-mato-grossenses fizeram ao menos um PIX. São 72,4% dos 2,76 milhões de moradores — o sétimo maior índice do país e, por coincidência, exatamente a média nacional, que também é de 72,4%.

O que distingue o estado não é o total, é a distribuição. Campo Grande tem 78,6% da população usando o PIX, um número que a coloca em 25º lugar entre as 27 capitais. A distância entre a capital e o estado é de apenas 6,2 pontos — contra 19,3 na Bahia, a maior do país. Aqui, quem sustenta a média é o interior.

Adoção do PIX por município

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Fizeram ao menos um PIX
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Receberam ao menos um PIX
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População (Censo 2022)
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Pessoas que fizeram e que receberam PIX no mês, em % da população
Ver os números em tabela
MêsFizeram PIX% da populaçãoReceberam PIX% da população

Fonte: Banco Central do Brasil (dados abertos do PIX) e IBGE (Censo 2022). Elaboração: DATA OPEN BANK.

O levantamento foi feito pelo DATA OPEN BANK a partir dos dados abertos do Banco Central e do IBGE. Mato Grosso do Sul tem 79 municípios, todos disponíveis no relatório acima.

A capital não lidera

Dois municípios do interior estão à frente de Campo Grande: Jardim, com 80,9%, e Bela Vista, com 78,9%. Logo atrás da capital vêm Ponta Porã (78,1%) e Água Clara (77,9%).

É o terceiro estado da série em que a capital não ocupa o primeiro lugar, depois do Rio de Janeiro e da Bahia. Mas aqui o caso é diferente: no Rio e na Bahia a capital era muito alta e foi superada por vizinhas ainda mais altas. Em Mato Grosso do Sul, a capital é discreta e o interior inteiro acompanha de perto.

As cidades de fronteira, e o que elas não são

Bela Vista e Ponta Porã ficam na divisa com o Paraguai e aparecem entre os cinco maiores índices do estado, com 78,9% e 78,1%.

Vale o contraste com Pacaraima, em Roraima, onde o número de cadastros chega a nove vezes a população. Cidade de fronteira não distorce o indicador por si só: as duas cidades sul-mato-grossenses têm percentuais altos, mas perfeitamente normais. O caso de Pacaraima é específico, e não uma característica das divisas brasileiras.

A capital, mês a mês

Campo Grande tinha 60.410 pessoas usando o PIX em novembro de 2020. Em dezembro já eram 164.966, e em junho de 2021 passavam de 359 mil.

Daí em diante o avanço foi constante: 531.441 no fim de 2022, 596.408 em 2023, 648.159 em 2024, 683.265 em 2025 e 705.920 agora. A cidade nunca teve o arranque explosivo de outras capitais, mas também nunca estagnou.

Onde o PIX chegou menos

Os menores índices do estado são Jaraguari (44,1%), Paraíso das Águas (45%), Itaporã (45,3%), Japorã (50,7%) e Tacuru (52,3%).

Nenhum município sul-mato-grossense fica abaixo de 44%, o que ajuda a explicar a média alta: o estado não tem as pontas muito baixas que puxam Minas, Bahia e São Paulo para trás.

Quem ainda está de fora

O cálculo usa a população inteira, inclusive crianças, que entram como moradores e não como usuários. Entre os adultos, o PIX está mais presente do que os 72,4% indicam.