Análises · São Paulo
Quase um em cada quatro brasileiros que usam PIX mora em São Paulo
Levantamento com dados do Banco Central mostra 34,8 milhões de paulistas usando o PIX em agosto. Entre o município com maior e menor adoção do estado, a diferença é de três vezes.
Por Alan Serra. Dados de agosto de 2026.
Em agosto de 2026, 34.755.871 paulistas fizeram ao menos um PIX. São 78,3% dos 44,4 milhões de moradores do estado, e 23,6% de todas as pessoas que usaram o PIX no país naquele mês. Quase um em cada quatro.
Na capital foram 9.788.772 pessoas, ou 85,5% da população. Mas São Paulo tem 645 municípios, e a distância entre eles é grande: em Barueri, 87,2% dos moradores usaram o PIX; em Balbinos, no interior, 28,8%. Três vezes menos.
Adoção do PIX por município
Escolha o estado e o município. Arraste a barra abaixo do gráfico para mudar o período.
- Fizeram ao menos um PIX
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- Receberam ao menos um PIX
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- População (Censo 2022)
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Ver os números em tabela
| Mês | Fizeram PIX | % da população | Receberam PIX | % da população |
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Fonte: Banco Central do Brasil (dados abertos do PIX) e IBGE (Censo 2022). Elaboração: DATA OPEN BANK.
O levantamento foi feito pelo DATA OPEN BANK a partir dos dados abertos do Banco Central e do IBGE. No relatório acima é possível abrir qualquer um dos 645 municípios paulistas.
A capital em números
No primeiro mês do PIX, novembro de 2020, 1,08 milhão de paulistanos já tinham feito uma transferência. Em dezembro eram 2,59 milhões, e em junho de 2021 passavam de 5,3 milhões — o sistema ganhou metade da cidade em pouco mais de meio ano.
Depois disso o ritmo caiu, mas nunca parou: 7,61 milhões no fim de 2022, 8,47 milhões em 2023, 9,13 milhões em 2024, 9,55 milhões em 2025 e 9,79 milhões agora. São 235 mil pessoas a mais em oito meses, numa cidade onde quase todo mundo que podia aderir já aderiu.
Os extremos do estado
Nos cinco municípios com menor adoção, todos pequenos e do interior, o PIX não chegou à metade da população: Balbinos (28,8%), Pracinha (40,5%), Caiuá (41,7%), Pacaembu (44,4%) e Iaras (45,6%).
No topo aparecem Barueri (87,2%) e Poá (87,0%), na região metropolitana, além de Ilhabela (85,9%) e da própria capital (85,5%).
Quando a conta passa de 100%
Um município paulista aparece acima de 100%: Águas de São Pedro, que tem 2.780 moradores segundo o Censo 2022 e registrou 3.212 pessoas usando o PIX em agosto.
Não é erro de cálculo, é um limite do método. O Banco Central atribui cada pessoa ao município do seu cadastro bancário, que nem sempre é onde ela mora; e a população usada como base é a do Censo de 2022, que já tem quatro anos. Em cidades muito pequenas, algumas centenas de pessoas em qualquer uma dessas duas situações bastam para estourar a conta. No país inteiro isso acontece em apenas 5 dos 5.570 municípios.
Quem ainda está de fora
Os percentuais são calculados sobre toda a população, incluindo quem não tem idade para ter conta em banco. Bebês e crianças pequenas entram no denominador e não no numerador, e parte dos idosos ainda prefere não movimentar dinheiro pelo celular.
A leitura correta, portanto, é que entre os adultos paulistas o PIX está ainda mais presente do que os 78,3% sugerem.