Análises · Rio Grande do Sul
O Rio Grande do Sul usa menos PIX que Rondônia e o Amapá
Levantamento com dados do Banco Central mostra 7,6 milhões de gaúchos usando o PIX em agosto — 69,9% da população, o 15º índice do país. O Sul é a quarta das cinco regiões, atrás do Norte.
Por Alan Serra. Dados de agosto de 2026.
Em agosto de 2026, 7.606.162 gaúchos fizeram ao menos um PIX — 69,9% dos 10,9 milhões de moradores. É o 15º índice entre as 27 unidades da federação, abaixo da média nacional, que é de 72,4%.
O Rio Grande do Sul aparece atrás de estados com economia bem menor: Rondônia (78%), Amapá (80%), Tocantins (72,1%), Rio Grande do Norte (71,3%) e Mato Grosso (70,3%). A renda do estado não se traduziu em adoção mais rápida do PIX.
Adoção do PIX por município
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- Fizeram ao menos um PIX
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- Receberam ao menos um PIX
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- População (Censo 2022)
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Ver os números em tabela
| Mês | Fizeram PIX | % da população | Receberam PIX | % da população |
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Fonte: Banco Central do Brasil (dados abertos do PIX) e IBGE (Censo 2022). Elaboração: DATA OPEN BANK.
O Sul é a quarta das cinco regiões
O dado gaúcho não é um caso isolado. Somando todos os municípios de cada região, o Sudeste lidera com 75,7%, seguido por Centro-Oeste (73,6%), Norte (72,1%), Sul (70,7%) e Nordeste (67,9%).
Os três estados do Sul estão abaixo da média nacional: Paraná (71,5%), Santa Catarina (70,7%) e Rio Grande do Sul (69,9%). A região com maior renda per capita do país é a penúltima em uso do PIX.
Uma explicação possível é que o PIX substitui com mais força onde havia menos alternativa bancária. Em regiões com rede de agências consolidada e uso antigo de cartão, cheque e TED, a novidade encontrou um sistema que já funcionava. Mas isso é leitura, não dado: os números abertos do Banco Central mostram o quanto, não o porquê.
O levantamento foi feito pelo DATA OPEN BANK a partir dos dados abertos do Banco Central e do IBGE. O Rio Grande do Sul tem 497 municípios, o segundo maior número do país, todos disponíveis no relatório acima.
Porto Alegre, mês a mês
A capital gaúcha destoa do estado: 1.117.710 pessoas usaram o PIX em agosto, ou 83,9% da população. São 14 pontos acima do índice estadual.
A série começa em novembro de 2020 com 111.992 pessoas, chega a 617.853 em junho de 2021, passa de 900 mil no fim de 2022 e cruza 1 milhão em 2024. Desde então o avanço é de poucas dezenas de milhares por ano: 1,10 milhão em 2025 e 1,12 milhão agora.
A região metropolitana puxa, a serra segura
Depois da capital, os maiores índices são de cidades da região metropolitana e do litoral: Xangri-Lá (79,8%), Alvorada (78,9%), Canoas (78,5%) e Novo Hamburgo (78,3%).
Os menores estão todos na serra, em municípios minúsculos: Coronel Pilar (31,7%), Coqueiro Baixo (35,8%), Pinto Bandeira (35,9%), Arroio do Padre (35,9%) e Forquetinha (36,7%). Nenhum deles passa de 2.800 moradores.
Quem ainda está de fora
Os percentuais usam a população inteira, incluindo crianças, que entram como moradores e não como usuários, e idosos que ainda evitam movimentar dinheiro pelo celular.
Entre os adultos gaúchos, portanto, o PIX está mais presente do que os 69,9% indicam.